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A Equoterapia no mundo

O cavalo foi usado como um agente curativo e os escritores médicos começaram a fazer comentários favoráveis sobre o emprego dele no tratamento de doença do homem já em 458 – 370 a.C, por Hipócrates, o Pai da Medicina.

O mesmo já aconselhava a equitação como tratamento de diversas patologias e para beneficiar a saúde de forma geral, da mesma forma que Galeno o faria, cerca de 500 anos depois. Muitos outros são relatados como fortes entusiastas da prática da Equitação e eventualmente prescreviam, segundo o caso.

Dentre estes, podemos citar nomes tais como: a Merkurialis “Da arte Gimnastica”, Charles Castel, chegando até o médico Samuel T. Quelmalz que relatou o movimento tridimensional do dorso do cavalo e seus benefícios foi estudado e descrito pela primeira vez em 1747, em seu livro A saúde através da Equitação.

Em 1890, o fisiatra e mecanoterapeuta sueco, Gustavo Zander afirmou que o sistema nervoso simpático, era estimulado através de vibrações transmitidas ao cérebro com 180 oscilações por minuto. Ele não fez nenhuma associação com o cavalo. Quase 100 anos depois (1984), o médico e professor alemão Dr. Detlvev Rieder mediu e afirmou que o cavalo, ao passo, produz exatamente o número de vibrações que Zander afirmou estimular o sistema nervoso simpático. Mas antes disso se tem registro do primeiro grupo de Equoterapia.

Em 1917, o Hospital Universitário de Oxford fundou o primeiro grupo de Equoterapia com intuito de atender os feridos da Primeira Guerra Mundial, proporcionar lazer e quebrar a monotonia do tratamento. A primeira equipe interdisciplinar de Equoterapia foi formada em 1954, na Noruega, por uma fisioterapeuta e seu noivo, psicólogo e instrutor de equitação, Elsbet.

O interesse da classe médica pela equitação como um método terapêutico, surgiu após uma jovem dinamarquesa (Liz Hartel), acometida de poliomielite, ter sido premiada com medalha de prata em adestramento nas Olimpíadas de 1952. O público só percebeu que a jovem era deficiente física após a mesma descer do cavalo e subir ao pódio portando duas bengalas canadenses.

A DKThR – Deutsches Kuratorium für Therapeutisches Reiten (Alemanha) localizada na Europa e NARHA – North American Riding for Handicapped Association (Estados Unidos) são reconhecidas internacionalmente como associações de referência internacional no que diz respeito a Equoterapia.

Em alguns países, como a Suíça, os centros são pequenas chácaras, onde o trabalho é complexo e muitas vezes alternativo, em meio à natureza (SALVAGNI, 1999).

O conhecimento no campo da reabilitação e o conhecimento equestre são fundamentais e podem ser aperfeiçoados com criatividade, estímulo adequado e boa integração da equipe de trabalho.

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A Equoterapia no Brasil

Esse método chegou ao Brasil em 1971, trazido pela Dra. Gabriele Brigitte Walter, e vem sendo estudado e aplicado com sucesso através dos anos (Uzun, 2005). Com a criação da ANDE-BRASIL, em 1989, foi dado um grande impulso à implantação de centros de equoterapia no país contando atualmente com mais de 320 entidades em territóro nacional.

A palavra equoterapia foi criada pela ANDE-BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia) em 1989. para caracterizar todas as práticas que utilizem o cavalo com técnicas de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.

A etimologia da palavra EQUOTERAPIA é “terapia com equinos” (do Latim EQUUS e do grego THERAPEIA). A palavra foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, com o Certificado de Registro de Marca n.º 819392529, de 26 de julho de 1999.

O Conselho Medico Federal reconheceu o método em 1998 e o COFFITO dispõe sobre o reconhecimento da equoterapia como um recurso terapêutico da fisioterapia e terapia ocupacional na resolução Nº. 348, de 27 de março de 2008.