29 abr
  • By Equoterapia
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I Workshop de Equoterapia: Experiências Internacionais

A Associação Equoterapia participou do I Workshop de Experiências Internacionais vividas por Brasileiros, aconteceu nos dias 14 e 15 de abril de 2016 no Instituto Passo a Passo em Itatiba, São Paulo. Com os palestrantes Vera Horne, Katharina Metzler, Luciana Palavitsinos, Giulia Policastro e Syllas Jadach. Todos vivenciaram a equoterapia em outros países.

Iniciando com a Psicóloga e representante da ANDE/BRASIL , Vera Horne que trouxe suas impressões profissionais dos países, Uruguai, Argentina, Colômbia e Portugal.
Salientou sobre as diversas nomenclaturas que encontrou da nossa Equoterapia. No Uruguai, Argentina e Colômbia chama-se EQUINOTERAPIA (equinoterápia) e em Portugal Equitação Terapêutica. Nesses países a Equoterapia é bem nova comparada com Brasil, que atua neste seguimento há 30 anos.
Vera Horne também é presidente da HETI (Horses in Education and Therapy International Federation). Esta realiza congressos a cada 3 anos, o próximo será em 2018 na Irlanda.

A seguir a Educadora Física, Luciana Palavitsinos de Brasília, trouxe suas experiências dos EUA, Japão e Grécia.
Por onde passou, Luciana foi por programas de intercâmbio de estudos. São eles: Fundação Rotária (Rotary International) e Programa de bolsas no Japão.
Ela é filiada a Path International (Professional Association of Therapeutic Horsemanship International).
Nos EUA trabalhou no High Hopes, local com estrutura excepcional, com várias pistas cobertas, atendendo crianças sem deficiência, com o cavalo e de forma lúdica. Os pais deixam os filhos por um período e pagam por isso. Quanto aos materiais utilizados com os cavalos, apresentam uma organização primorosa, desde o manejo até a montaria, cada cavalo tem seus materiais de uma cor.

O próximo país que Luciana visitou foi o Japão, onde desenvolveu um trabalho com obesos, assimétricos de postura. O objetivo era observar se haveria mudança na andadura do cavalo, com o praticante montado e após a montaria. Realizados os testes, foi detectado um desequilíbrio na andadura do cavalo, devido a assimetria e obesidade de quem o montou. Este trabalho foi orientado pela Hilary Clayton, especialista em biomecânica dos cavalos.

O último país a ser visitado por Luciana foi a Grécia, onde morou por 4 anos e sua experiência foi enriquecedora, conheceu os cavalo da raça Skyrians, são baixos, parecidos com pôneis. Utilizava os cavalos para assistir crianças sem deficiência.

No segundo dia de Workshop, iniciou falando sobre saúde mental a Terapeuta Ocupacional Giulia Policastro, de São Paulo, que trabalha no Regimento 9 de julho com equoterapia. Ela ficou num hospital psiquiátrico em Trieste na Itália, o DSM Trieste. Lá a profissional Giulia trabalhou com 8 pacientes internos do hospital, pois no mesmo terreno havia uma hípica. O desejo desses pacientes, era sair do hospital para um passeio montados à cavalo. Este trabalho durou 5 meses, até que eles aprendessem todo manejo e montaria com o cavalo. O depoimento de Giulia foi muito emocionante, pois todos demonstraram muita satisfação e um belo sorriso no rosto.
Dando continuidade na palestra, o Capitão e Instrutor de Equitação da cavalaria montada da Polícia Militar de São Paulo, do Regimento 9 de julho, Syllas Jadach, foi com a Terapeuta Ocupacional Giulia Policastro para Milão, também na Itália. De lá trouxeram vivências ensinadas pela Fisiatra Daniele Titério, foi quem desenvolveu o método MRGC (Método de Reabilitação Global por meio do Cavalo). Este método preconiza a frequência do passo dos cavalos e não a andadura. No seu serviço, ela atende pessoas com bastante comprometimento fisico, então o cavalo precisa ter baixa frequência e baixa amplitude.

O Workshop se encerrou com a palestra da Zootecnista Katharina Metzler, que teve sua experiência na Suíça, onde morou por quase 10 anos. Katharina, trabalhou principalmente com deficiências intelectuais, onde utilizava os percursos de pistas feito na Special Olympics. Trata-se de Olimpíadas especiais realizada somente com deficientes intelectuais, neste caso na modalidade de hipismo. Eles fazem percursos com obstáculos na pista, montadas a cavalo e as dificuldades do percurso variam de acordo com as habilidades motoras do praticante.

Este workshop, nos mostrou a infinidade de conhecimento e probabilidades que podemos utilizar com nossos praticantes da Equoterapia no Brasil.

Por Tatiana V. R. Gomes
Fisioterapeuta da Associação Equoterapia